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quinta-feira, junho 03, 2021

O ATRASO VESTIDO DE PROGRESSISTA

 


O atraso sempre foi uma característica brasileira. E, convenhamos, não há nada demais em ser atrasado, quando sempre se foi assim. A questão, agora, talvez seja, que, com as mudanças do mundo, os atrasados se vestiram de progressistas e desejam que todo mundo pense igual a eles. Aliás, nem é pensar que não pensam, mas, sim que todos pensem igual a eles, que  não pensam. Estou quase mudando de opinião sobre a frase de efeito, muito boa e impactante por sinal, de Humberto Eco que escreveu “As redes sociais deram voz a uma multidão de imbecis”. No meu modo de entender isto jamais foi uma verdade. O que as redes sociais fazem é difundir a mediocridade, o que não é nada demais. Afinal é o resultado médio da sociedade. É, para o bem ou para o mal, o retrato momentâneo da educação e do nível do povo. Claro que macaco não olha para o rabo e, por isto, há uma disputa enorme por pregar no outro lado o que faz parte de ambos os lados: a intolerância, os fake news, a necessidade de culpar o outro e ganhar a discussão. Daí os tempos obscuros que vivemos: o tempo que deveria ser gasto em melhorar, em buscar conhecimentos, em aprender se escoa em discussões inúteis onde se procura vencer o outros com os argumentos notáveis do copia e cola. Até na discussão o pensamento é colonizado. Há, no momento, uma polarização do século passado, um comportamento do século passado que se encontra em voga como se não houvessem passados décadas da queda do Muro de Berlim. Embora ninguém saiba mais ao certo o que é esquerda  ou direita. Só Caetano Veloso é capaz de explicar, mas, dizendo que a esquerda é uma utopia que, na realidade, sempre foi catastrófica, mesmo assim nos exigem que voltemos ao passado e escolhamos um lado. Obrigatoriamente desejam que nos aliemos a um lado. Os notáveis não pensadores modernos não nos permitem viver sem ser engajados. Como se a vida não fosse muito mais que a política que, aliás, imemorialmente, sempre foi um lado ruim, podre mesmo da vida. Por que tenho de ter posições políticas? Quem me obriga a isto? Nasci num país onde o estado continua a ser pesado, uma cruz difícil de carregar, um fardo para o cidadão. Já tive lados e, na minha idade, aprendi, a duras penas, que se ganha- se querem usar o passado- a máquina do governo com a esquerda, porém, se governa com a direita. Foi assim com o burguês Lula da Silva, o operário dos ternos, vinhos e charutos de elite, está sendo assim com o impensável Bolsonaro, será assim com qualquer outro que vier. E, pior ainda, se pegarmos o rumo da Argentina. É risível que os progressistas brasileiros, os que se dizem progressistas, defendam mais governo, critiquem privatização, defendam o descalabro das contas públicas, aplaudam a bagunça das regras, como se desenvolvimento não fosse mais respeito as normas. Como se democracia não fosse respeitar a opinião dos outros. É o atraso, vestido de progresso, que, por exemplo, critica Juliana Paes por ter opinião e não embarcar, cegamente, como fazem muitos, na base de Maria vai com as outras, em que é indispensável criticar o governo por não ser de esquerda. Todo governo é de direita. Progresso é procurar formas de impedir que os governos interfiram tanto nas nossas vidas. O grande atraso da esquerda brasileira é que continua no século passado, apesar de usar mídias sociais, computadores e celulares. Perdeu o bonde do tempo se apropriando de tudo que era possível até dos panelaços, que viraram sons de panelinhas. Bolsonaro, apesar deles, pelo menos, aponta para a futuro, para  a direção certa, precisamos é de mais liberdade, empreendedorismo e educação.

Um comentário:

Anônimo disse...

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