A Diferença da renda é a educaçãoHá toda uma propaganda governamental cantando em prosa e verso o aumento da massa salarial e da renda do brasileiro. No entanto, os dados disponíveis sustentam, de fato, que a massa salarial cresceu, e sempre cresce no tempo, mas o mesmo não aconteceu com os salários que, a bem da verdade, tem decrescido. O salário médio do brasileiro está menor-a informação é do Cadastro Central de Empresas, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, cujo dado mais recente afirma que, em 2000, se ganhava em média cinco salários mínimos, em 2005 o valor caiu para 3,7. É verdade, porém, que graças aos programas assistencialistas governamentais 6 milhões de pessoas melhoraram seus padrões de vida e, com o aumento do salário mínimo, reforçado pela queda do dólar que se reflete num menor custo interno, a vida melhorou para as classes mais baixas.
No rastro desta melhora veio a diminuição do custo de máquinas e equipamentos de informática, juntamente com a expansão do crédito e dos prazos de crediário, que deram ensejo a que milhares de pessoas passem a ter acesso à tecnologia. Ter um computador, antes um privilégio das classes mais ricas, passou a ser um objeto de desejo com ampla possibilidade de ser satisfeito, por uma quantidade muito maior da população em decorrência seja da facilidade em adquirirm pelas formas de pagamento e preços mais acessíveis, seja menor custo. No Brasil, em 2007, foram vendidos mais de 10,7 milhões de computadores. Isto se reflete também no comércio eletrônico no qual a renda média dos compradores vem caindo ano a ano, o que indica que mais pessoas da classe C estão utilizando as facilidades das lojas virtuais, antes restritas as classes A e B.Dados fornecidos por pesquisa da e-bit, no período de Natal de 2007 (de 15/11 a 23/12), comparam a percentagem de títulos de CD, DVD e Vídeo que são consumidos pelas classes A e B e pela classe C que mostram que, em razão do número maior de compradores, um empate técnico, de vez que os números são de 8% e 7% respectivamente. Ora, quando se compara o resultado com itens de Informática, que são mais caros como computadores, impressoras, notebooks, softwares e acessórios, o consumo da classe C é de apenas 9%, enquanto que nas classes A e B o número sobe para 12%. Há, nas compras de Saúde e Beleza, como perfumes e cosméticos, também uma igualdade, mas, a distância real entre as classes se mostra mesmo é no consumo de livros: as classes A e B têm percentagem de 17% contra 12% da classe C. A chave da questão se situa em que 79% das pessoas com renda familiar superior a R$ 5 mil possuem nível superior ou pós-graduação e somente 34% do e-consumidores com renda familiar de até R$ 3 mil possuem ensino superior completo ou pós-graduação. Ou seja, o nível de escolaridade responde pela diferença de renda.

A escalada de perda do bom-senso do presidente Lula da Silva, nos últimos dias, foi impressionante. Embriagado, talvez, com os supostos números de sua aprovação pública que dizem estar no seu melhor momento dos dois mandatos, numa semana só inocentou o ex-presidente da Câmara, o impoluto Severino Cavalcanti, e, logo depois, sem o menor constrangimento, passou a elogiar o também indefensável ex-presidente do Senado Renan Calheiros afirmando, num discurso no interior de Alagoas, mesmo depois de Renan ter sido vaiado publicamente, que "O mais importante é que nessa política de aliança eu não poderia, Renan (Calheiros), dizer aos companheiros que muitas vezes vocês não precisam aceitar que as denúncias dos nossos adversários virem verdades absolutas para que nossos amigos virem nossos adversários." Ou seja, pelo jeito Calheiros é também um mártir das elites e, fica evidente, que, segundo Lula, não fez nada demais. Deve ter feito o que todos fazem, no mínimo.






















