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quinta-feira, junho 11, 2020

É PRECISO DECRETAR O “NOVO NORMAL”



Já passamos pelo pior. Começam a aparecer em todo o mundo os sinais de que o bom senso começa a voltar. Houve um interesse mundial, por razões não muito claras, de vender o “lockdown”, bem como no Brasil, politizaram uma questão de saúde para fechar as atividades econômicas. Foi um erro, todavia, não tem mais como consertar. Também não há como continuar a manter, como se tem feito, as atividades econômicas, as atividades comerciais paralisadas. Houve erros de políticas muito graves nesta pandemia. Sem dúvida, fechar, como fizeram muitos países, estados, suas economias aceitando supostos “argumentos científicos” para decretarem lockdowns foi uma grande furada, mas, não tem mais jeito porque já destruíram as empresas, empregos e vidas sem, contudo, mudar o curso da pandemia. A verdade é que a economia de Rondônia, a do Brasil, vai custar a voltar aos níveis anteriores, porém, o governo federal conseguiu suavizar um pouco com o auxílio emergencial o impacto negativo sobre os mais pobres. Não importa, agora, também, embora fosse importante, verificar que o lockdown induzido pela pandemia foi em si um evento que produziu "vítimas em massa", com mortes por condições não tratadas de não-coronavírus e suicídios provavelmente superando em muito o número as mortes pelo vírus. Somente se presta atenção, no momento, nas mortes do covid-19 e não se calcula as mortes silenciosas, porém, como existem 45 mil de causas não identificadas, é possível que sejam, segundo estimam alguns médicos, o dobro do que as do coronavírus. O importante, agora, e aqui em Rondônia estamos fazendo a lição de casa, que é estabelecer protocolos para buscar retomar não a normalidade, que depois de tantos problemas, como costumam dizer será um “novo normal”. Não é possível, e esperamos que o governador Marcos Rocha esteja à altura do momento atual, que pense grande. Que pense que, por exemplo, não se pode deixar o Porto Velho Shopping fechado. Um shopping é um investimento muito alto e de custo de manutenção elevado. Parado muito tempo é um desserviço a qualquer cidade e a qualquer economia, pois, além de ser um centro de compras e de atividade econômica também funciona, por sua beleza e glamour, como um local para levantar o astral, para se ter prazer com os olhos. Esta compreensão já fez que, segundo levantamento da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), no país  238 shoppings  em 123 cidades de 17 estados tenham sido reabertos. É tempo de fazer isto também em Porto Velho e, por analogia, reabrir o comércio. Com protocolos adequados, com publicidade e conscientização os riscos serão diminuídos. E ficar em casa deve ser uma obrigação para os grupos de riscos e os contaminados ou com suspeitas. Não devemos nos deixar levar pelo medo irracional. É preciso retornamos ao normal, mesmo que seja um “novo normal”.

Ilustração: https://open.spotify.com/.

domingo, junho 07, 2020

O RENASCIMENTO POSSÍVEL



Que não há nada de novo no mundo bem o sabiam os sábios antigos. Assim, embora surpreendente para quase todos, a nossa velha companheira de todos os dias, a morte, abriu a porta da casa e se sentou no sofá através de um vírus que, nem sequer, é novidade, pois, através dos tempos, já teve mais de 150 mutações. E a morte, que está longe de ser a representação dela, que vemos, figurativamente, em geral negra ou um esqueleto carregando uma gadanha (foice), que sempre esteve ao nosso lado, mas, parecia distante, agora participa do nosso cotidiano de forma tão intensa que se banaliza. Apesar de, relativamente, não alcançar dimensões já alcançadas no passado, o medo que causa está bem no presente, nos discursos dos mais ricos, dos que podem se dar ao luxo de não fazer nada, no receio que estimula o fenômeno “fique em casa”, como se ficar em casa livra-se alguém do vírus ou da morte. É humano e compreensível: os homens pretendem ter poder sobre seus destinos. Bela ilusão que, modernamente, é estimulada pela ciência, outra ilusão que participa do atual balé das tolices. Sinto frustrar os iluminados que consideram a quarentena uma solução. Não há controle humano sobre o vírus. É o vírus que está no controle e, pasmem, se sabe muito menos sobre ele do que dizem os “cientistas”, nossos feiticeiros modernos. Pior ainda é que são os interesses e o marketing que nos dizem o que é “científico”. Mas, as discussões tolas estão nos noticiários, nas mídias sociais, nos posts e memes, nas agressões grotescas ou sutis. É hora de pensar que tudo isto é pura bobagem. Como pura bobagem é reclamar dos dirigentes, pedir união ou culpar o capitalismo. É ridículo pensar que, com  a crise do vírus, o  mundo irá mudar rapidamente ou nos levar a uma inusitada solidariedade. Só a falta de experiência ou de reflexão conduz a esses pensamentos. Esta crise é diferente de outras crises do passado sim, mas, nenhuma crise é igual. A questão é que a crise e a morte sempre estiveram ao nosso lado assim como o poder e a desigualdade. O mundo não é justo, nunca foi e somente será quando houver, se houver, uma igualdade das pessoas sobre o ponto de vista econômico e de educação. No nosso horizonte temporal estamos muito longe disto. Assim é melhor brandir a esperança: logo ali na frente haverá um “novo normal”, que nunca foi normal. Aproveite o tempo que tem. Você que pode ficar em casa, que, talvez, tenha amanhã, pare para repensar seus valores. Definir o que, realmente, deseja da vida. Se nós tivermos esta sorte, e a probabilidade está a nosso favor, no Brasil morreram menos pessoa este ano que no ano passado, procure ser mais tolerante, estudar mais, refletir mais. Um bom começo é pensar que, se você tem razão, o tempo dirá, porém, aproveite para fazer uma verificação se suas ideias correspondem aos seus comportamentos. De vez em quando é indispensável tirar os óculos ou a venda dos olhos. E ver os próprios erros é mais difícil do que os alheios. Posso estar errado, mas, creio na possibilidade do renascimento. Das artes, inclusive, depois desta crise até a próxima. 


terça-feira, junho 02, 2020

A COMUNICAÇÃO NA CRISE DO CORONAVÍRUS.



A Comunique-se, empresa especializada em comunicação, realizou, nesta terça-feira (02 de junho) um webinar denominado de “Impactos da Covid-19 na comunicação corporativa” na qual apresentou uma pesquisa onde mostrou alguns dados muito interessantes. Um deles foi o fato de que constatou que 83,3% das agências tiveram perdas de receita e estas foram muito mais elevadas entre as empresas micros e pequenas. Outras constatações feitas foram a de que 36,5% das empresas reduziram suas jornadas de trabalho e mais 23,4% anteciparam férias. Embora tenha sido uma tendência geral do setor manter seu quadro de funcionários mesmo assim 24,7% delas promoveram demissões. Outra tendência observada foi a do trabalho home-office. E aqui um resultado que deve impactar no futuro das empresas: 55,3% disseram que a produtividade aumentou com o trabalho em casa. E isto é mais significativo quando mais 30% disseram que a produtividade permaneceu no mesmo patamar, enquanto que somente 13,8% disseram que a produtividade piorou. Uma pergunta que foi feita na pesquisa tentando sondar o futuro mostrou que 38,2% das empresas, depois da crise, terão escritórios menores e home office parcial. Por fim, verificou-se que houve uma procura muito maior de conteúdo, o que demonstrou a preocupação das empresas em se comunicar, em não perder o elo com seus clientes, bem e-mail marketing, por ser um meio de comunicação mais efetivo e menor custo.

Os especialistas em comunicação corporativa que discutiram os dados e o que será o que chamamos de o “novo normal” consideram que a comunicação será essencial para a economia e para as empresas, porém, a questão fundamental será como as empresas irão cuidar das “pessoas”. A principal razão é a de que tão necessária quanto a comunicação externa, ou até mais, será a comunicação interna, de vez que o home office tem suas indubitáveis vantagens, todavia, também afeta o psiquê das pessoas e a cultura das empresas. É preciso ver que o coronavírus cria, ao mesmo tempo, medo, crise e oportunidades. E obriga, forçosamente, a mudar os comportamentos, de vez que as coisas estão mudando rapidamente. Neste sentido, quem se comunica bem durante este período, quem constrói bem seus conteúdos e age com transparência e rapidez tem maior chance de protagonismo. Este é um momento, de fato, de se ter uma comunicação séria, consistente com a ação das empresas e das pessoas. Comunicar e comunicar bem é uma necessidade nesta época tão conturbada. E quem comunicar bem, certamente, ocupará espaços e terá mais condições de recuperar os prejuízos que a crise acarretou em quase todas as empresas.